sábado, 5 de dezembro de 2015

“Preto é cor, negro é raça”. Será mesmo?

ARTIGO:

“Preto é cor, negro é raça”. Será mesmo?
BY KILOMBAGEM · 18 DE FEVEREIRO DE 2015
Por Gas-PA: Coletivo de Hip Hop Lutarmada.

Essa frase – legítima expressão do senso comum – já estampou até camisas que ainda podem ser vistas vestindo corpos que estariam combatendo o racismo impregnado na nossa fala cotidiana. Estariam, se não fosse por um importante detalhe: Se “preto” não é raça, “negro” muito menos.

Pra muito além da velha questão de só haver, ou não, uma raça – a humana –, o que nos interessa agora é somente o emprego da palavra “negro” para designar mulheres ou homens africanos e seus descendentes na diáspora. Por se tratar de uma palavra da língua portuguesa, procuremos por seu significado no dicionário mais popular desse idioma no Brasil, o Aurélio (1985). E lá consta: Da cor preta, diz-se do indivíduo de raça negra, preto, sujo, encardido, sombrio, lúgubres, funesto, escravo.
É flagrante a carga pejorativa dessa palavra usada na língua oficial do país para se referirem a nós africanos e afrodescendentes. Mas não para por aí, porque os últimos serão os primeiros. No caso, a última palavra que aparece é a primeira, é o princípio de tudo.
Quando os portugueses invadiram essa terra que hoje chamamos Brasil, houve a tentativa de escravizar os nativos. Por questões que não nos cabe abordar nesse momento, esse empreendimento não vingou e o escravizado nativo foi substituído pelo africano. Mas para se distinguir um do outro, ao se referir aos escravizados indígenas, os portugueses diziam “negros da terra”, ou seja, negros da própria terra sobre a qual trabalhavam. Os outros negros vinham de fora, de outra terra, vinham de África. Como o próprio dicionário diz, negro é sinônimo de escravo.
O comércio de escravizados prosperou, e o Brasil foi o país que mais recebeu africanos no mundo. Durante séculos todo africano que aqui chegava, chegava na condição de escravo, logo, todo africano que aqui chegava era negro. Depois que a lei Euzébio de Queiroz proibiu a importação de africanos, a procriação nas senzalas foi uma das saídas para se tentar suprir a demanda de mão de obra negra. É nesse contexto histórico que emerge com força a figura do escravo reprodutor. Era sistema de produção em série. Dentro desse esquema todo filho de africanos já nascia escravo, logo, era tudo negro. Para acelerar o processo para melhor e mais rápido abastecer o mercado, os próprios senhores auxiliavam na produção. Houve situações em que o homem branco, senhor não só do escravo como também de sua esposa, a obrigava a ter relações sexuais com seu negro reprodutor para que ela também pudesse gerar em seu ventre mais um escravo que, independendo da sua cor, já nascia escravo, já nascia negro (deixemos pra uma outra ocasião o debate sobre o termo “mulato”, que é o resultado do cruzamento de cavalo com mula). Essa lógica, que no Brasil durante séculos associou africanos e seus descendentes à escravidão, foi responsável por transformar a palavra negro – que significa escravo – em sinônimo de africanos e afrodescendentes. Por isso muitos de nós (um número cada vez maior de) descendentes de escravos e escravizados no Brasil vimos negando o termo negro em favor de preto.

Etimologicamente negro vem do latim niger, que vem a significar: preto, sombrio, tenebroso, tempestuoso, infeliz, de mau agouro, enlutado, fúnebre, triste, melancólico, mau, perverso, malévolo, pérfido.
Agora vejamos o que os dicionários etimológicos dizem de preto: perto, próximo, ‘negro’.

Curioso é que o sinônimo mais singelo pra negro é preto, e o mais depreciativo pra preto é negro. Assim deve ficar mais fácil de entender o que se quer dizer com a palavra “denegrir”.



O movimento de negritude e as palavras-chave do inimigo.
 Negro/Preto/Negro/Preto/Negro/Preto/Negro/Preto/Negro/Preto/Negro/Preto/Negro/Preto/Negro/Preto
Uma das maiores expressões da ideologia da superioridade de uma raça foi o nazismo. A sua ascensão a partir da Alemanha pra outros países se deu nos anos 30 e durou até 1945 aos ser derrotada pelo exército da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Foi nesse contexto de profunda inferiorização do mundo não branco que nasceu em Paris, por volta de 1934, o Movimento de Negritude.
Uma das formas mais comuns de se agredir verbalmente os pretos que viviam na França nesse momento histórico era xingá-los de negros. O Movimento de Negritude foi uma forma bem peculiar de se reagir a esses ataques. O que esse movimento tentou fazer foi ressignificar, esvaziar a palavra “negro” de todo o seu caráter pejorativo, para convertê-la num termo positivo, e assim neutralizar o poder ofensivo da arma mais usual do racista: a linguagem. Francamente não sei até que ponto isso significou algum avanço na luta antirracismo na França ou em suas antigas colônias, mas me parece que só no Brasil os pretos gostam de ser chamados de negros. Tomemos como exemplo os países cujo idioma oficial é a língua mais falada do ocidente, o inglês. É flagrante tanto a autodefinição de “black”, quanto a recusa em ser chamado de “negger” (ou, na sua forma mais popular, “nigga”)[1]. O problema para entendermos a questão é que quem traduz os livros, textos, ou as falas dos filmes de língua inglesa que chegam até nós, traduzem “black” como sendo “negro”, o que está erradíssimo, já que pra eles o termo “black” (preto) é justamente uma forma de resistir ao termo “negger” (negro). Assim, ao nos referirmos aos nossos irmãos pretos dos Estados Unidos ou África do Sul, por exemplo, como “negros”, estamos fazendo com eles exatamente o que os racistas de lá fazem. E no nosso antirracismo vulgar achamos que com isso estamos contribuindo enormemente para combater o racismo no universo.

Hoje principalmente nas arenas esportivas vemos o quanto é comum sermos xingados de macaco. Temo que chegue o dia em que surja o Movimento de Macaquismo, para ressignificar a palavra macaco e assumirmos tal identidade exaltando o que o termo tem de bom. Parece exagero, não é? Mas não esqueçamos da campanha “Somos todos macacos”, criada pelo oportunista Luciano Huck no caso de racismo sofrido pelo jogador Daniel Alves. Quem estava minimamente atento entendeu que ele só queria lucrar com a desgraça do racismo vendendo camisas, mas não se pode negar que a campanha teve adesão de muitos pretos espalhados pelo país.

Sabemos que não é monitorando palavras que vamos extinguir o racismo da face da Terra. “Corrigir” quem diz “esclarecer” ao invés de “escurecer” (ou pior: “enegrecer”) é pífio demais perto das tarefas que temos pela frente até a destruição total dessa sociedade dividida em explorados e exploradores, oprimidos e opressores. O que não deve ser confundido com o cuidado de não usar as palavras-chave do inimigo. Como muito bem disse Florestan Fernandes, “os debates terminológicos não nos interessam por si mesmo. É que o uso das palavras traduz relações de dominação”.

[1] Nigga vem sendo usado em alguns círculos da comunidade preta estadunidense como uma autorreferência depreciativa aceitável. Eles se tratam por nigga da mesma forma que entre si se chamam de mudafuka, o que equivaleria ao nosso filho da puta. O que não significa que não haja resistência entre os próprios pretos ao uso desse termo. Um bom exemplo é a música I don’t wanna be called yo nigga, do Public Enemy, grupo que está para o RAP como Bob Marley está para o Raggae.


ACESSADO EM: 05/12/2015

terça-feira, 18 de maio de 2010

Poema com Números

Poema com Números


M473M471C0 (53N54C1ON4L):



4S V3235 3U 4C0RD0 M310 M473M471C0.


D31X0 70D4 4 4857R4Ç40 N47UR4L D3 L4D0


3 P0NH0-M3 4 P3N54R 3M NUM3R05.


C0M0 53 F0553 UM4 P35504 5UP3R R4C10N4L.


540 5373 D1570, N0V3 D4QU1L0...


QU1N23 PR45 0NZ3...


7R323N705 6R4M45 D3 PR35UNT0...


M45 L060 C410 N4 R34L


3 C0M3Ç0 4 F423R V3R505 D3 4M0R


C0M R1M4 0U 4T3 53M R1M4 N3NHUM4


O teu cérebro é capaz de decodificar a mensagem, com algum esforço no início mas depois torna-se progressivamente mais fácil. É espectacular o que o cérebro faz!

Não Fazer PN - Matemática Útil

Não Fazer PN - Matemática Útil


Já pensou naquelas pessoas que dizem que estão dando mais que 100% delas mesmas?

Todos nós já estivemos em reuniões em que alguém quer mais que 100%, certo?

Que tal então chegar a 200%???

Aqui vai uma pequena matemática que pode ser útil:

Se:

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z,

São respectivamente:

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20, 21 22 23 24 25 26

Então:

S A B E D O R I A = 19+1+2+5+4+15+18+9+1 = 74%

T R A B A L H A R = 20+18+1+2+1+11+8+1+18 = 80%

A T I T U D E S = 1+20+9+20+21+4+5+19 = 99%

F A Z E R P O R R A N E N H U M A = 6+1+26+5+18+16+15+18+18+1+14+5+14+8+21+13+1= 200%

Conclusão: A SABEDORIA vai te dar 74%, enquanto TRABALHAR vai melhorar um pouco o seu aproveitamento. Já as ATITUDES vão levá-lo bem próximo à perfeição, mas, FAZER PORRA NENHUMA vai levá-lo ao dobro do máximo de sua capacidade. Não é por acaso, que quem não faz porra nenhuma é mais valorizado e vira chefe.

Acessado em - http://alexandramat.blogspot.com/
18/05/2010

O Professor está sempre errado

O Professor está sempre errado





Quando...

É jovem, não tem experiência.

É velho, está superado.

Não tem automóvel, é um coitado.

Tem automóvel, chora de "barriga cheia".

Fala em voz alta, vive gritando.

Fala em tom normal, ninguém escuta.

Não falta ao Colégio, é um "chato".

Precisa faltar, é "turista".

Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.

Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.

Não brinca com a turma, é um chato.

Chama à atenção, é um grosso.

Não chama à atenção, não sabe se impor.

A prova é longa, não dá tempo.

A prova é curta, tira as chances do aluno.

Escreve muito, não explica.

Explica muito, o caderno não tem nada.

Fala correctamente, ninguém entende.

Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.

Exige, é rude.

Elogia, é "debochado".

O aluno é reprovado, é perseguição.

O aluno é aprovado, "deu mole".

Acessado em - http://alexandramat.blogspot.com/

18/05/2010

sábado, 15 de maio de 2010

Maranhão é o Estado com menos bibliotecas públicas municipais

Maranhão é o Estado com menos bibliotecas públicas municipais

Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 4 de maio de 2010

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Ministério da Cultura revela que em 420 cidades brasileiras ainda não há bibliotecas municipais. O índice representa 7,54% dos 5.565 municípios em todo o país. O estado com o maior número de cidades sem esses espaços para leitura é o Maranhão (61).

O 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais foi realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e encomendado pelo ministério. De acordo com o levantamento, em 79% das cidades há bibliotecas municipais em funcionamento. Em 12% elas estão em processo de implantação e, em 1%, em fase de reabertura. O estudo foi feito entre setembro e novembro do ano passado. Em 2007 e 2008, 660 cidades não tinham bibliotecas municipais.

O perfil dos estabelecimentos indica uma média de 296 empréstimos por mês e uma frequência média de usuários de 1,9 vez por semana. A área física é de 177 metros quadrados, em média, e a maioria das bibliotecas (99%) não abre durantes os finais de semana, só funciona de segunda à sexta, de manhã e de tarde.

Os dados mostram ainda que 91% dos locais não oferecem serviços a pessoas com deficiência visual. O índice das bibliotecas que não dispõem de serviços para portador de necessidades especiais chega a 94%. Além disso, 88% dos estabelecimentos não têm nenhum tipo de atividades de extensão, como oficinas e rodas de leitura em escolas.

Segundo a pesquisa, 64% das bibliotecas municipais do país têm computador, 39% têm televisão, 28% têm videocassete, 27% têm aparelho de DVD e 24% ainda usam máquina de datilografia. Entretanto, 25% delas não contam com nenhum desses equipamentos.

Apesar do número razoável de estabelecimentos com computadores, nem a metade (45%) tem acesso à internet. Desses, apenas 29% prestam esse tipo de serviço aos usuários.

Acessado em 15 de maio de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Histótia da Matemática: Arquimedes


ARQUIMEDES

Arquimedes nasceu em Siracusa, na Sicília em 287 a.C., e foi educado em Alexandria, no Egito. Consagrou-se à Matemática, mais especialmente à Geometria. Muito jovem ainda começou a distinguir-se por seus trabalhos científicos. De regresso à Siracusa consagrou-se ao estudo da Geometria e da Mecânica, conseguindo descobrir princípios e fazer aplicações que o imortalizaram.

Descobertas: Embora Arquimedes seja mais famoso pelo princípio da Hidrostática que traz seu nome, talvez sejam mais notáveis suas investigações sobre a quadratura do círculo, que vem a ser a descoberta da relação entre a circunferência e o seu diâmetro. Na Hidrostática, o "Princípio de Arquimedes" pode e deve ser considerado uma importante descoberta que determinou grande adiantamento no estudo das ciências físicas e produziu felizes resultados. Possui aplicações nas ciências naturais, na Farmácia e mesmo nas freqüentes atividades do cotidiano. Podemos enunciar esse Princípio em duas partes:

a) Todo corpo submerso em um líquido, desloca desse líquido uma quantidade determinada, cujo volume é exatamente igual ao volume do corpo submerso.

b) O corpo submerso no líquido "perde" de seu peso uma quantidade igual ao peso do volume de líquido igual ao volume submerso do corpo.

Arquimedes inventou a balança que tem seu nome e foi o primeiro a determinar as leis do equilíbrio na balança. As atividades de seu pai, o astrônomo Fídias, influíram, sem dúvida, na vocação e formação científica de Arquimedes que, desde jovem, esteve em Alexandria, onde travou amizade com vários mestres alexandrinos.

Heureca!

De volta a Siracusa, dedicou toda a sua vida à pesquisa científica. Uma das estórias mais conhecidas a respeito de Arquimedes é a da "Coroa de ouro de Hieron", contada da seguinte maneira:

"Entre o grande número de descobertas realizadas por Arquimedes, é necessário assinalar a seguinte: Quando Hieron reinava em Siracusa, propôs oferecer, em um certo templo, uma coroa de ouro aos deuses imortais. Combinou a confecção da obra com um artesão mediante uma boa soma de dinheiro e a entrega da quantidade de ouro em peso. O artesão entregou a coroa na data combinada com o Rei, que a achou executada com perfeição, parecendo que contivesse todo o ouro que lhe havia sido entregue. Sabendo, porém, que o artesão retirara parte do ouro, substituíndo-o por um peso equivalente em prata, o rei, indignado diante desse engodo e não tendo em mãos os meios para provar ao artesão sua fraude, encarregou a Arquimedes que se ocupasse da questão e que com sua inteligência encontrasse esses meios. Um dia em que Arquimedes, preocupado com esse assunto, entrou por acaso em uma casa de banhos, percebeu que à medida que entrava na banheira, a água transbordava da mesma. Esta observação lhe fez descobrir a razão que procurava e, sem mais esperar, pela alegria que este fato lhe produzia, saiu do banho ainda nu e correndo para sua casa, gritava: Heureka! Heureka!, isto é, "encontrei! encontrei!".

Sobre a base desta descoberta, tomou, então, duas massas de igual peso que o da coroa: uma de ouro e outra de prata. Mergulhou depois a massa de prata em um vaso, o que fez sair uma quantidade de água igual ao volume dessa massa; tirou, então, a massa e voltou a encher o vaso com uma quantidade de água igual à que se derramara e que se preocupara em medir, de maneira que pode conhecer a quantidade de água que correspondia à massa de prata que introduzira no vaso. Depois desta experiência, mergulhou igualmente a massa de ouro no vaso cheio de água e, depois de havê-lo retirado, mediu novamente a água transbordada, encontrando que a massa de ouro não deslocara tanta água como a de prata e que a diferença para menos era igual à diferença entre os volumes da massa de ouro e da massa de prata em igual peso. Finalmente, voltou a encher o vaso, mergulhando desta vez a coroa, que deslocou mais água do que deslocara a massa de ouro de igual peso, porém menos que a massa de prata. Calculando, então, de acordo com estas experiências, em quanto a quantidade de água que a coroa desalojara era maior que aquela que deslocara a massa de ouro, soube quanta era a prata que fora misturada ao ouro, mostrando, assim, claramente, a fraude do artesão".

A morte de Arquimedes

A morte de Arquimedes é narrada de diferentes maneiras. Segundo Plutarco, a morte de Arquimedes veio depois que o exército romano conquistou as partes mais importantes da cidade sitiada:

"Tomadas também estas, na mesma manhã marchou Marcelo para os Hexápilos, dando-lhe parabéns todos os chefes que estavam às suas ordens; mas dele mesmo se diz que ao ver e registrar do alto a grandeza e beleza de semelhante cidade, derramou muitas lágrimas, compadecendo-se do que iria acontecer... ...os soldados que haviam pedido se lhes concedesse o direito ao saque... e que fosse incendiada e destruída. Em nada disso consentiu Marcelo e, só por força e com repugnância, condescendeu em que se aproveitassem dos bens e dos escravos... mandando expressamente que não se desse morte, nem se fizesse violência, nem se escravizasse nenhum dos siracusanos... Mas, o que principalmente afligiu a Marcelo foi o que ocorreu com Arquimedes: encontrava-se este, casualmente, entregue ao exame de certa figura matemática e, fixo nela seu espírito e sua vista, não percebeu a invasão dos romanos, nem a conquista da cidade. Apresentou-se-lhe repentinamente um soldado, dando-lhe ordem de que o acompanhasse à casa de Marcelo; ele, porém, não quis ir antes de resolver o problema e chegar até a demonstração; com o que, irritado, o soldado desembainhou a espada e matou-o... Marcelo o sentiu muito e ordenou ao soldado assassino que se retirasse de sua presença como abominável, e mandando buscar os parentes do sábio, tratou-os com o maior apreço e distinção".

Na produção de Arquimedes revela-se exclusivamente o investigador. Seus escritos são verdadeiras memórias científicas, trabalhos originais, nos quais se dá por conhecido todo o produzido antes sobre o tema e apresentam-se elementos novos, próprios. As principais obras de arquimedes foram sobre:

1. A esfera e o cilindro - Um dos mais belos escritos de Arquimedes. Entre os seus resultados, a área lateral do cone e do cilindro. 2. Os conóides e os esferóides. - Refere-se aos sólidos que hoje designamos elipsóide de revolução, parabolóide de revolução e hiperbolóide de revolução. 3. As espirais. - É um estudo monográfico de uma curva plana, hoje chamada espiral de Arquimedes, que se obtém por uma simples combinação de movimentos de rotação e translação. Entre os resultados, encontra-se um processo para retificar a circunferência. 4. A medida do círculo. - Contém apenas 3 proposições e é um dos trabalhos que melhor revela a mente matemática de Aristóteles. Em uma ostentação técnica combinam-se admiravelmente a matemática exata e a aproximada, a aritmética e a geometria, para impulsionar e encaminhar em nova direção o clássico problema da quadratura do círculo. 5. Quadratura da Parábola. - Este escrito oferece o primeiro exemplo de quadratura, isto é, de determinação de um polígono equivalente, de uma figura plana mistilínea: o segmento da parábola. 6. O Arenário. - Arquimedes realiza um estudo, no qual intercala um sistema de numeração próprio, que lhe permite calcular e, sobretudo exprimir quantidades enormes, e uma série de considerações astronômicas de grande importância histórica, pois nelas se alude ao sistema heliocêntrico da antiguidade, devido a Aristarco de Samos. 7. O equilíbrio dos planos. - É o primeiro tratado científico de estática. A alavanca, os centros de gravidade de alguns polígonos, entre outros resultados. 8. Dos corpos flutuantes. (Livro I e II). - As bases científicas da hidrostática. 9. Do método relativo aos teoremas mecânicos. - Arquimedes aproxima-se extraordinariamente de nosso conceitos atuais de cálculo integral. 10. O Stomachion. - É um jogo geométrico, espécie de puzzle, formado por uma série de peças poligonais que completam um retângulo. 11. O problema dos bois. - Um problema referente a teoria dos números.

Acessado em: 13 de maio de 2010

quinta-feira, 12 de março de 2009

Tecnologia muda função de professor na sala de aula

No início do ano letivo o professor entra sério em sala, quebrando a bagunça dos alunos.
Com métodos formulados há séculos, e usados desde então, é do educador o papel de centro da aula: é ele que conduz a exposição de fatos, é para ele que os alunos se dirigem e é ele quem atesta se o estudante está preparado ou não.
No século 21, esse papel está se transformando. A função do professor muda de detentor do conhecimento para guia das investigações dos alunos. "De modo geral, crianças entendem que o professor representa muito mais do que é encontrado na internet ou no livro-texto",...O termo "pedagogia" designa o método usado ao desenvolvimento educacional de jovens como um todo, passando conhecimentos por meios determinados pelos próprios educadores. O que a tecnologia vem fazendo com a educação é aproximá-la do conceito de andragogia, onde quem determina o assunto é o professor, mas é o próprio aluno que decide os melhores caminhos a tomar."O novo professor tem que estar preparado para deixar de ser o que apenas fornece informações e trabalhar para ser um orientador, aquele que ajuda a selecionar informações e sabe fazer articulações"...
Acessado em: 12/03/2009